INFLAÇÃO
Fortaleza tem a menor inflação do País
Fortaleza foi a capital brasileira com o menor índice de inflação em fevereiro de 2010
Por Sheila Bastos
06/03/2010 09:03h
Em ambas as pesquisas aplicadas pelo IBGE para medir os níveis de aumento de preços, a capital cearense foi a que menos inflacionou o mercado.
Em comparação com o mês de janeiro, Fortaleza apresentou em fevereiro a menor taxa de inflação entre as onze capitais pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) ficou em 0,02%.
Já quanto ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em comparação com janeiro, o resultado de fevereiro também foi o mais baixo do País, registrando 0,10%.
Segundo o gerente de planejamento e supervisão do IBGE do Ceará, Paulo Cordeiro Duarte, a diferença entre os dois índices está no patamar de ganhos dos pesquisados. 'Enquanto o IPCA trabalha com profissionais que recebem até 40 salários mínimos, o INPC trata de pessoas que recebem até seis mínimos. Esta alteração de rendimentos é refletida nos resultados finais', avalia.
De acordo com a pesquisa do INPC, o que segurou os preços de Fortaleza, comparando os meses de fevereiro com janeiro, foi o setor de saúde e cuidados pessoais, que apresentou deflação de -0,42%, seguido por despesas pessoais, com resultado negativo de -0,28%. Os transportes mostraram queda de -0,24% e a habitação recuou -0,04%.
Ainda falando de INPC, o índice que sofreu maior inflação na capital, entre janeiro e fevereiro, foi comunicação, com variação apresentada de 0,78%. No entanto, para os consumidores a inflação apresentada não reflete a realidade. A estudante de farmácia, Anne Aline Magalhães, acha estranho os números divulgados e acredita que os preços estejam em patamares superiores. 'Não vejo nada barato. Pelo contrário, a cada dia o custo de vida está mais caro', comentou.
O servidor público federal, Afonso Wilhames Moreira, também não concorda com a inflação divulgada para o mês de fevereiro. Ele acha que os preços estão crescendo bem acima do que os 0,39% apresentados pelo IBGE. 'Não sei como é feito este controle, mas pelo menos o que a gente compra no dia-a-dia se percebe aumento grande de preços', disse.
Fonte: O povo